sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Fanatismo

Aqui está um poema que por acaso também gosto muito...
Foi a Isabel que falou nele no comentário...
Ao ler este poema lembro-me de uma pessoa que está sempre no meu coração...


Minh'alma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

in Florbela Espanca Sonetos

2 comentários:

Anónimo disse...

Este adorei...adorei mesmo...
Bj

Anónimo disse...

Eu tenho bom gosto :$ :$ :$ :$

Ah, esqueci-me de dizer no outro comentário que só por acaso tenho mm ao meu lado o livro "Sessenta Sonetos de Amor" da Florbela Espanca. Achei engraçado.

Bjs